Danças Árabe-Egípcias
(Dança do Ventre)

Matrículas Abertas

Saiba mais sobre a "Dança do Ventre":

Benefícios da Dança do Ventre

  • Desenvolve a auto-estima;

  • Estimula a memória;

  • Aumenta a confiança no seu potencial individual;

  • Ativa a circulação, aumenta os reflexos e alivia tensões;

  • Resgata a feminilidade;

  • Aumenta a flexibilidade e o alongamento;

  • Auxilia em problemas menstruais, hormonais e partos, elimininando cólicas, equilibrando as funções sexuais e facilitando contrações e dilatações;

  • Trabalha músculos, enrijecendo e tonificando.

A Origem:

Uma das mais antigas expressões da arte humana, a dança vem acompanhando a evolução da humanidade desde a sua pré-história. No que concerne as fontes utilizadas foram utilizadas estatuetas de argila (também conhecidas como "bonecas de argila") encontradas em escavações arqueológicas realizadas no Egito e que trouxeram a luz do dias aspectos da pré-história.

Já com relação ao período histórico, foram analisados papiros, baixos-relevo, esculturas e pinturas.

Diferentemente do que vem afirmando grande parte dos pesquisadores da dança do ventre, cremos que suas primeiras expressões tenham surgido não no período faraônico, mas já na pré-história do Egito. Situamos então este aparecimento nas culturas chamadas "Nagada II" e "Badari".

A cultura "Nagada I" iniciou-se por volta de 4.800 anos a.C., indo até 4.000 anos a.C.; posteriormente surgiu a cultura "Nagada II" (4.000 até 3.500 anos a.C.) e depois "Badari" (3.500 até 3.100 anos a.C).

Lembramos ainda que 3.100 anos a.C. marca já o aparecimento da primeira dinastia. As estatuetas de argila retratam uma forma feminina que tem os braços erguidos para o ar parecendo desenvolver um movimento ainda hoje em dia presente na dança do ventre; sua datação é de 4.000 anos a.C., ou seja, na transição da cultura "Nagada I" para "Nagada II".

Algumas destas estatuetas têm símbolos gravados no ventre, o que pode facilmente sugerir a caracterização ritualística destas peças. Estas "bonecas" de argila da fases "Nagada II" e "Badari" parecem desempenhar movimentos de dança com grande elegância.

Destacamos igualmente os vasos de terracota da cultura "Badari" que tem gravados em seu bojo bailarinas com braços erguidos cujo vestuário recorda a dança do ventre atual: as jovens vestem uma espécie de "tapa-sexo" sendo que por cima do mesmo é colocado um cinturão paramentado com vários tipos de contas que parece estar bem preso aos quadris. Acredita-se que estas estatuetas desempenhassem um importante papel nos rituais sagrados de cerimônias míticas.

Tal afirmação tem apoio em costumes ainda hoje observados no egito e que consistem em preparar "bonecas" de papel branco, colocá-las em recipientes onde são posteriormente queimadas. O objetivo de tal costume seria a cura de um doente e o afastamento do mau olhado, uma das principais causas, segundo a crença oriental, do adoecimento das pessoas.

Tal costume que ainda hoje se perpetua, possui raízes antiqüíssimas. Desta forma, acreditamos ser viável a afirmação de que a dança estaria ligada desde as suas mais antigas expressões ao elemento sagrado, ritualístico e mítico.

Não seria à toa então que as primeiras manifestações da dança do ventre no antigo Egito estivessem relacionadas com rituais festivos. Cenas de dança foram representadas nas paredes de templos e tumbas datados do Médio e Novo Impérios, onde é percebido de forma bastante clara a execução de movimentos perfeitamente idênticos àqueles hoje em dia incluídos nas performances de dança do ventre.

Inicialmente, as primeiras expressões de dança estavam ligadas ao canto e à música dos instrumentos. Os templos foram os primeiros espaços onde eram desempenhados estas três formas de manifestação artística.

Posteriormente estas atividades estenderam-se ao quotidiano dos faraós. As dançarinas que podemos ver em pinturas e baixos-relevo completamente nuas são identificadas por muitos pesquisadores da dança como bailarinas dos templos.

No painel 58 do museu de Luxor podemos observar a importância dos músicos, cantores e bailarinos retratada em festas religiosas. Estes três elementos comumente acompanhavam comitivas que atravessavam ruas em comemoração a algum evento importante, assim, por exemplo, o transbordamento do Nilo, as colheitas, as coroações, os casamentos e as cerimônias de circuncisão.

Nestas procissões eram os dançarinos que iam abrindo o caminho sendo recebidos pelos sacerdotes e faraós com respeito e admiração. Um exemplo do caráter sagrado da dança na época faraônica são as dançarinas do deus anão "Bes". Aspectos de grande interesse para nós eram as tatuagens que estas dançarinas faziam em seus corpos onde era retratado um anão negro coroado com um diadema de plumas (Bes). Estas tatuagens possuíam um caráter sagrado e curiosamente eram feitas nas mesmas partes do corpo atualmente adornadas pelas dançarinas do ventre.

No Egito faraônico as apresentações de dança eram tão numerosas que, para fins didáticos, o pesquisados Shorky Mohamed as dividiu em quatro tipos principais:

  1. As danças sagradas: realizadas em honra aos deuses;

  2. As danças laicas: que aconteciam em comemorações de caráter social (casamentos, festas, em memória dos mortos, etc);

  3. As danças oficiais: eram realizadas em honra a algum deus cujo culto possuía grande difusão no Egito e organizadas pelo faraó ou por seus sacerdotes e sacerdotisas;

  4.  As danças populares: também denominadas "civis" estas danças aconteciam em casas e palácios e eram realizadas por dançarinas e dançarinos a serviço dos senhores destas demoras.

Ora, em razão das relações comerciais que mantinha com os outros "paises" , nada seria mais natural que acontecesse a difusão de conhecimentos egípcios para diversas partes do mundo antigo.

Observamos, porém, que esta difusão não pode ser considerada como uma via de mão única; ao contrário, novas técnicas de cunho tecnológico, conhecimentos, bom como traços artísticos foram incorporados à cultura egípcia advindas dos impérios da Mesopotâmia, Creta e Grécia, entre outros.

Assim, por exemplo, temos conhecimento da fama de uma cantora egípcia chamada "Tantún" na Babilônia e na Assíria. Da mesma forma que na Grécia as canções egípcias eram ouvidas por todos os lugares. Outro exemplo sera a difusão da dança chamada "Estrelada" considerada uma das mais antigas danças do Egito Faraônico e que também era dançada nas civilizações persa, assíria e grega.

De fato, não como negar a ocorrência da difusão da cultura egípcia no mundo antigo. A recíproca, devemos acrescentar, é mais do que verdadeira.

Hoje em dia, da mesma forma que no passado, observamos que vários movimentos executados na dança do ventre têm origem diferente da egípcia. Assim verificamos a presença da influência sudanesa, iraniana, turca, marroquina, grega e até mesmo espanhola. A cultura influencia e é influenciada.

(fonte: Anaita de Maire para Yayuny,
La Danza Mágica del Vientre, Shorke Mohamed)

Uma outra linha de pesquisa, e talvez, a mais conhecida e difundida e que a por nós ocidentais conhecida como a Dança do Ventre, a Raks el Chark surgiu no Antigo Egito a aproximadamente 5.000 anos a.C.

Acredita-se que ela era praticada nas antigas civilizações como a sumérica, a acádia, a babilônica e egípcia. No Egito, a dança era realizada por sacerdotisas nos rituais religiosos.

Nas homenagens à "deusa-mãe", os movimentos do corpo simulavam, por meio das ondulações do ventre, a origem da vida.

Por isso, essa dança é uma expressão essencialmente feminina e, nos seus primórdios, estava restrita aos templos, em rituais sagrados, onde se preocupa em agradar ao faraó, visto como representante da vontade divina.

Com o passar do tempo, ela começou a fazer parte de grandes solenidades públicas nos palácios, o que fez com que se popularizasse.

Com a invasão árabe-mussulmana no século VII, ocorreu uma miscigenação de culturas, e a dança se espalhou pelo resto do mundo através dos viajantes e mercadores. É importante ressaltar que as figuras da odalisca e do harém surgiram com essa invasão, já que os invasores, ao conhecerem a "mágica dança", quiseram que as mulheres os agradassem.

Deste modo, a dança sagrada para os antigos egípcios, que reverencia a origem da vida através do ventre, passou de ritual sagrado a uma dança de caráter mais festivo e menos solene.

Atualmente, as apresentações ganharam teatros, o número de escolas especializadas na arte cresceu e os benefícios de sua prática começaram a serem mais difundidos. Mas apesar dos "tempos modernos", a dança do ventre será um celebração à vida, e seus movimentos inspirados nos animais, nos elementos da natureza.

Por isso, a mulher que executa esta arte milenar deve transmiti-la com amor e respeito.

Estilos da Dança

Os principais são: Sagrado, Folclórico, Clássico e Contemporâneo.

O primeiro remonta aos rituais religiosos do Antigo Egito. Danças como a dos Sete Véus eram executadas com um caráter de purificação espiritual.

O segundo baseia-se em estilos distintos de diferentes regiões. As danças folclóricas, vindas das mais remotas regiões do mundo, contam histórias e enlevam nossos pensamentos. Música, canto e dança nascem da vida diária, das atividade que, repetidas dia-adia, tomam forma e transforman-se em sons, poemas e movimentos.

O terceiro refere-se à junção dos muitos estilos regionais numa forma clássica de dança - a raks el chark, que ocorreu durante o império Otomano, unificador da maior parte do Oriente Médio através de um único poder regulador. É uma forma urbana de dança, considerada mais elaborada que a folclórica, onde a dançarina representa sua interpretação pessoal através da música.

O quarto retrata a experimentação das bailarinas tanto do Oriente Médio quanto do Ocidente, que mesclam costumes, movimentos, músicas, lendas populares orientais com a mágica e tecnologia do conhecimento para palco ocidental, descobrindo novas formas de apresentar sua arte. A dança oriental, como todas grandes danças tradicionais, é uma arte viva que está sempre se adaptando e modificando enquanto mantém sua herança ancestral.

 
       
       
     
       
       
       
   
       
       
       
       
     
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
         
     
         
         
         
         
     
     
 
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